Ilmo MUDA

Em 2013 fizemos esse painel na varanda de clientes ilustres.
14278435172_6a2708b81c_oEles gostaram tanto do painel que voltamos em 2014 para fazer o da outra varanda também! Isso é que é prestígio!
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14275395462_c596eeeb2f_oColetivo MUDA | Rio de Janeiro | 2013 – 14

Confluências em 45

Com o mesmo princípio da peça Confluências pensada para a Exposição Território Modular  desenvolvemos essa obra a pedido da galeria Lurixs Arte contemporânea para ser inserida em um projeto residencial do escritório MPG Arquitetura.
confluencias em 45 01Primeira peça móvel em que nos apropriamos de uma quina.
confluencias em 45 04Quatro bases distintas, sobre duas faces perpendiculares, que se completam formando uma obra impactante.
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Coletivo MUDA | Confluências em 45 | 2014

Metade de dois 2

Esta obra foi encomendada junto a galeria Lurixs Arte contemporânea por uma colecionadora que queria um trabalho feito especialmente para a casa dela,  seguindo o pensamento de uma de nossas peças favoritas da exposição “Território Modular”, realizada em agosto de 2013. Logo a obra mais difícil de todas… a base mais complicada… ô peçinha cabulosa!
Mas quanto maior o desafio, mais estudo, mais envolvimento, mais trabalho e mais MUDA. Processo louco, eu sei. Mas nosso time é assim mesmo!
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14782874368_9eb5819b48_oColetivo MUDA | Metade de dois 2 | 2014

“Contratempo, 2013″ – MUDA para ArtRio 2013

Um ano se passou desde a nossa primeira participação na feira ArtRio. Ainda estávamos no processo de descoberta da mudança de suporte da Rua para a Galeria. Para essa estreia com a Lurixs Arte Contemporânea, preparamos uma obra que obrigadava o espectador a se movimentar para entendê-la.
06Base em madeira, azulejo, cortador, lixa, tinta spray, cola e rejunte.
04Executamos toda essa obra em nosso antigo ateliê, em Santa Teresa, em alguns dias.
05A obra ficou exposta durante toda a feira no estande da Lurixs e foi vendida em pouco tempo !
03A visão da obra se completa pelo percurso para observá-la em todos seus tempos
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01Esse ano estamos novamente na Artrio, com novidades no estande L7, Armazém 4 – Lurixs Arte Contemporânea
Artrio 2013Coletivo MUDA | “Contratempo” – Spray sobre azulejos em base de madeira | 2013

MUDA “en provence” – Intervenção na Flaship Store L’Occitane Higienópolis, SP

No início de 2014 fomos chamados pela L’Occitane para um desafio “relâmpago” – intervir na Flagship Store deles no Shopping Higienópolis, em SP.
DSC_0807 copyO processo todo levou apenas 2 meses, pois a loja inaugurou em Maio. A idéia era ter na loja, a interpretação do Coletivo MUDA sobre a região da Provence.IMG_5884Foi muito bacana a relação com toda a equipe L’Occitane, que teve muito respeito pelo nosso trabalho, e o resultado foi muito positivo.
IMG_5880 copyA intervenção se deu dentro da loja, e nos pilares das entradas, com um painel fragmentado.
IMG_5877 copyNossa primeira “ida” a Provence! A próxima esperamos que seja lá na França!!! Obrigado L’Occitane pela parceria!
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Coletivo MUDA | Higienópolis | São Paulo | 2014

MUDA no limiar

Fomos convidados a interferir no hall de entrada de uma residência em SP.

A arquitetura curva e a profundidade nos fazem pensar o painel por uma nova perspectiva.

E MUDA assim, de passagem…

Coletivo MUDA | Morumbi | São Paulo | 2012

Território Modular

Agosto de 2013 _

Para essa primeira exposição do MUDA em uma galeria comercial, uma questão importante surgiu para o coletivo: como deslocar para o cubo branco as estórias, significações e propostas específicas que desenvolvem na rua? Como construir uma coerência e uma estória própria dentro de um lugar que possui suas próprias especificidades (asséptico, mercantil e, nesse caso, distante) como a galeria, ou resumidamente, deslocar a obra do espaço público para o privado?

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A estória do MUDA começa na rua. Suas composições não estão ligadas a um embelezamento da cidade mas em pensá-la criticamente. São trabalhos site-specific, pensados para ocupar e refletir sobre as especificidades daquele lugar ao mesmo tempo em que fundam um novo território. Suas motivações e história criam conexões com um desejo, digamos, bauhasiano de artistas concretos, e em especial os murais de Antonio Maluf para a Vila Normanda (1964), para o escritório Alberto Brandão Muylaert (1962), para o Edifício Cambuí (1963), entre outros. Todos estes exemplos foram produzidos em São Paulo, e elaboraram uma estratégia que segue a mesma lógica que foi adotada tanto pela Bauhaus quanto pelos construtivistas russos. Sua produção como designer gráfico (e fazendo uma ligação com o MUDA, a formação em arquitetura e design de seus membros) contribuiu efetivamente para o desenvolvimento de uma linguagem construtiva, colaborando mesmo que infimamente para a transformação da identidade visual da cidade, ao integrar arquitetura, design e relacioná-las ao cotidiano da sociedade.

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Os murais, painéis e mosaicos feitos com azulejos e a cidade encontram uma simbiose perfeita na esfera da modernidade no país, com Athos Bulcão e Paulo Werneck. Duas referências para o MUDA, ambos contribuíram significativamente para a composição de uma nova identidade para o Brasil. Fragmentados, modulares, com influência direta do abstracionismo geométrico, avessos a qualquer representação de uma realidade figurativa (que predominava nas artes plásticas brasileiras naquele momento), as obras desses dois artistas impulsionaram uma das contribuições mais singulares sobre como o sujeito passa a olhar e entender o seu entorno. A forma e a estratégia como a cidade foi estruturada, vista, interpretada e redimensionada por Bulcão, Werneck e Maluf é, guardadas as suas devidas especificidades, a mesma que o MUDA ressignifica. Um olhar atento, crítico e afetuoso sobre as mazelas e especificidades do seu entorno. Seus ritmos, cores e formas criam uma livre associação com o lugar em que os painéis ou composições são instalados.

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É perspicaz essa possibilidade de diálogo com as artes visuais, e mais especificamente com artistas que tiveram ou tem a rua como tema e objeto. A vibração ótica dos ônibus de Raimundo Colares cria ambiguamente um ritmo acelerado para aquela pintura que a aproxima dos módulos virtuais de apreensão da imagem provocados pela obra do MUDA. É essa perspectiva pop-cinética que os conecta também. A forma como Raul Mourão e Marcos Chaves, cada um a seu modo mas adotando em comum a personificação de um flâneur, olham a cidade e a problematizam (seja nas grades de Mourão que de mobiliário urbano derivado do medo da sociedade desloca-se para o campo escultórico, seja na série Buracos de Chaves na qual as fotos ilustram e documentam a forma sarcástica com a qual os buracos na rua são tapados com toda a sorte de elementos) se aproxima da forma como o MUDA observa, critica e transforma a cidade. Não é um olhar passivo, mas de um agente transformador do meio, uma leitura poética do espaço público. Não há enfeite ou uma atitude espetaculosa sobre ou para a cidade, mas ações que nos mostram como a cidade está viva, em eterna mudança, sempre a renovar o seu estado e o olhar do sujeito para ela.

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É perspicaz o uso do spray na aplicação da tinta no azulejo. Um elemento fortemente associado ao graffiti e a uma ação estética conectada à cidade, ganha uma nova expressividade no uso por esse coletivo: torna-se um pincel que delicadamente compõe formas gráficas que de forma modular recobrem a “pele” da cidade.

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É curioso que as perguntas no início desse texto tenham se originado na discussão entre espaço público e privado, e a exposição esteja acontecendo em uma simpática casa de Botafogo (claro, não esquecemos que acima de tudo é uma galeria). Mas o ponto de inflexão que quero trazer é o seguinte: numa sala cujas janelas estão ocultas, o MUDA transfere para o cubo branco o que estava faltando naquele lugar e pelo qual eles têm o maior apreço, isto é, a rua, a natureza e a cidade. Suas caixas, objetos e esculturas tornam o espectador da galeria em um pedestre, um andarilho. É preciso movimentar-se, andar diante dessas obras para percebemos os variados jogos visuais e dinâmicas próprias fornecidos por elas. Estão próximos dos cinéticos também, pois transformam o meio e a relação que temos com a obra de arte (e a cidade, no caso específico das obras do coletivo carioca) em um organismo. Nessa exposição, tudo está em movimento assim como a própria cidade.

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Texto crítico de Felipe Scovino.
Coletivo MUDA | Território Modular | Galeria Lurixs, agosto de 2013



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